Quarta-feira, Julho 22, 2026

TARIFA DE 25% DOS EUA SOBRE PRODUTOS BRASILEIROS ENTRA EM VIGOR E GOVERNO DO BRASIL BUSCA REDUZIR IMPACTOS

➡️A nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre determinados produtos brasileiros entrou em vigor à 1h01 (horário de Brasília) desta quarta-feira (22), intensificando a tensão comercial entre os dois países. A medida foi oficializada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) e amplia as restrições comerciais iniciadas durante a gestão do presidente Donald Trump.

A cobrança é resultado de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, mecanismo utilizado pelo governo norte-americano para apurar e responder a práticas consideradas desleais no comércio internacional.

Segundo o USTR, o Brasil mantém políticas que, na avaliação do governo dos EUA, criam insegurança jurídica e prejudicam a competitividade das empresas norte-americanas. Entre os pontos citados estão regras relacionadas ao comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, concessão de patentes, combate à pirataria, política para o etanol e ações de enfrentamento ao desmatamento ilegal.

Apesar de audiências públicas realizadas nos Estados Unidos, nas quais representantes da sociedade civil e do setor produtivo se manifestaram contra a aplicação das tarifas, a decisão foi mantida.

As negociações entre os dois governos também enfrentaram dificuldades. Enquanto autoridades norte-americanas alegaram pouca participação do Brasil nas tratativas, representantes brasileiros classificaram as exigências dos EUA como desvantajosas para a indústria e o agronegócio nacionais, além de apontarem falta de clareza sobre as demandas apresentadas por Washington.

Diante da entrada em vigor da tarifa, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que continuará buscando uma solução por meio do diálogo. A estratégia inclui manter as negociações diplomáticas, ampliar a abertura de novos mercados para os produtos brasileiros e adotar medidas técnicas para reduzir os impactos aos exportadores.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, reforçou que o Brasil não pretende responder com retaliações imediatas.

Segundo ele, a prioridade é negociar e evitar uma escalada do conflito comercial. Alckmin destacou, no entanto, que o país possui instrumentos legais para defender seus interesses caso seja necessário.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que o governo trabalha com cautela antes de decidir sobre uma eventual aplicação da Lei da Reciprocidade. De acordo com ele, a preocupação é evitar novas elevações tarifárias e impedir reflexos negativos sobre os preços ao consumidor brasileiro.

O Palácio do Planalto também realiza estudos para medir os impactos da nova tarifa sobre a economia e mantém diálogo com representantes do setor produtivo, que defendem apoio aos exportadores e alertam para os prejuízos causados pela medida.

A entrada em vigor da tarifa marca mais um capítulo das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, enquanto o governo brasileiro busca preservar as exportações e evitar o agravamento das relações econômicas entre os dois países.

Da redação JABOATÃO AQUI NOTÍCIAS

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