Após se apresentar voluntariamente à Polícia Civil, o militar foi encaminhado ao IML e, posteriormente, ao 4º Batalhão de Polícia do Exército, no Recife, onde permanece custodiado. A investigação apura as circunstâncias do caso, enquanto as autoridades seguem tentando localizar o armamento e as munições. A namorada do jovem também foi presa por supostamente ter ajudado na fuga.

➡️O soldado Pedro Gabriel Bezerra do Nascimento, de 20 anos, foi preso na madrugada desta quarta-feira (21), após se apresentar voluntariamente à Polícia Civil em Paulista, na Região Metropolitana do Recife. O militar estava desaparecido desde a madrugada do último sábado (17), quando deixou o posto de sentinela no 7º Depósito de Suprimento, no bairro do Cabanga, área central do Recife, levando um fuzil calibre 7,62 mm e 20 munições.
O desaparecimento foi percebido durante a troca de turno no quartel. Até o momento, o armamento e as munições ainda não foram localizados. As buscas pelo fuzil continuam sendo realizadas pelas autoridades.
PRISÃO
Enquanto o soldado era procurado, a Justiça Militar da União decretou a prisão preventiva de Pedro Gabriel na terça-feira (20). A decisão foi tomada pela juíza federal Maria do Socorro Leal, considerando, entre outros pontos, a gravidade do caso e o risco relacionado ao desaparecimento de uma arma de uso militar.
Antes disso, na segunda-feira (19), a namorada do soldado, de 18 anos e grávida de dois meses, também havia sido presa. Segundo a investigação, ela teria ajudado Pedro Gabriel a deixar a unidade militar.
A jovem foi encaminhada para a enfermaria da Colônia Penal Feminina do Recife por causa de uma gravidez considerada de risco. O caso dos dois será analisado pela Justiça Militar.
CRIMES E POSSÍVEL PENA
Segundo o advogado José Mário Araújo, especialista em Direito Penal Militar, o soldado poderá responder por dois crimes: abandono de posto e peculato, relacionado à apropriação de bem pertencente à instituição militar.
O abandono de posto prevê pena de três meses a um ano de prisão. Já o peculato pode resultar em uma pena de até 15 anos de prisão.
Com a soma das penas, a condenação poderia chegar a até 16 anos de prisão, caso os crimes sejam reconhecidos pela Justiça.
O especialista também explicou que, neste momento, o caso não é considerado deserção. Isso porque, na legislação militar, a deserção ocorre quando o militar permanece ausente sem autorização por mais de oito dias.
A situação também poderá ser agravada caso fique comprovado que a namorada participou diretamente da ação em conjunto com o soldado.
DEFESA
De acordo com o advogado Jario Santos, responsável pela defesa de Pedro Gabriel, o jovem não tinha mais interesse em continuar servindo ao Exército.
Segundo o defensor, o soldado está fisicamente bem, mas teria retornado psicologicamente abalado e confuso. A defesa também informou que ele ainda não sabe informar onde está o fuzil levado do quartel.
Pedro Gabriel estava no Exército havia quase dois anos e tinha retornado de férias na semana anterior ao desaparecimento. Ele mora com os avós maternos desde os 7 anos de idade, em Pau Amarelo, em Paulista.
INVESTIGAÇÃO
Após se apresentar voluntariamente, o soldado foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML), onde passou por exame de corpo de delito.
Em seguida, ele foi levado para o 4º Batalhão de Polícia do Exército, conhecido como Batalhão João Fernandes Vieira, localizado na BR-232, no bairro do Curado, no Recife. Ele permanece custodiado em uma unidade militar enquanto aguarda os próximos procedimentos judiciais.
O Comando Militar do Nordeste instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar as circunstâncias da fuga, enquanto a Polícia Civil também investiga o caso.
A principal preocupação das autoridades continua sendo localizar o fuzil calibre 7,62 mm e as 20 munições que foram levados da unidade militar e ainda não foram recuperados.
Da redação JABOATÃO AQUI NOTÍCIAS
