Quinta-feira, Outubro 15, 2026

SITE DA ANCINE SOFRE ATAQUE HACKER E EXIBE OFENSAS CONTRA NORDESTINOS

A página exibiu mensagens ofensivas, ataques preconceituosos e ameaças por cerca de uma hora antes de ser retirada do ar. Em outra decisão, a Justiça Eleitoral apontou o uso de imagens fora de contexto para associar uma jovem a um ato político em São Paulo. O caso ocorre durante a campanha para o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.

➡️O site do Sistema Ancine Digital (SAD), ligado à Agência Nacional do Cinema (Ancine), foi invadido por hackers na tarde da segunda-feira (12). Durante cerca de uma hora, a página exibiu mensagens ofensivas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ataques preconceituosos contra a população nordestina. No mesmo dia, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a retirada de um vídeo falso que tentava ligar uma jovem consumindo uma suposta droga a um ato de apoio a Lula, realizado na Avenida Paulista, em São Paulo.

ATAQUE HACKER
Durante a invasão, o site publicou a frase “nordestinos burros”, além de xingamentos contra Lula. Os invasores também colocaram uma montagem com imagens do senador Flávio Bolsonaro (PL), fazendo um gesto de arma com as mãos, e da deputada federal Júlia Zanatta (PL), segurando um chicote. Ao fundo, aparecia um mapa da Região Nordeste destacado em vermelho.

As mensagens também traziam acusações sobre o financiamento de filmes, ameaças contra universidades públicas e ataques a pessoas identificadas como comunistas. Além disso, havia frases de apoio à direita conservadora, aos Estados Unidos e a Israel.

Os responsáveis pela invasão ainda publicaram uma mensagem afirmando que, caso Flávio Bolsonaro não vencesse as eleições, o resultado teria sido manipulado pela China.

A equipe de tecnologia da Ancine retirou o conteúdo do ar. Até o momento, porém, os responsáveis pelo ataque não haviam sido identificados publicamente.

TSE MANDA RETIRAR VÍDEO FALSO
Em outra situação envolvendo a disputa política, o Tribunal Superior Eleitoral determinou que a campanha de Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e o deputado Pablo Marçal retirasse, em até 24 horas, um vídeo que associava uma jovem consumindo uma suposta substância ilícita a uma manifestação em apoio a Lula.

O ato aconteceu no domingo (11), na Avenida Paulista, em São Paulo. No entanto, as imagens usadas no vídeo já circulavam na internet em contas da Argentina e do Chile desde pelo menos o dia 10 de outubro, antes da manifestação.

As verificações apontaram que o material foi gravado em outro contexto, possivelmente durante um protesto no Chile em apoio à Palestina. Não foi encontrada ligação entre as imagens e o ato realizado na capital paulista.

Na decisão, o ministro Marco Aurélio Bellizze destacou a gravidade do uso de imagens fora de contexto para espalhar informações falsas. Ele também ressaltou que a liberdade de expressão não impede a Justiça Eleitoral de agir quando há divulgação de conteúdos enganosos.

A decisão atendeu a um pedido da coligação ligada a Lula, que acusou adversários políticos de divulgar desinformação durante a campanha.

DISPUTA POLÍTICA
Os dois casos acontecem em meio à campanha para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, marcado para o dia 25 de outubro.

Com a disputa eleitoral se aproximando da reta final, os grupos políticos têm recorrido à Justiça Eleitoral para contestar conteúdos publicados pelos adversários.

Os episódios também servem de alerta para quem recebe vídeos e mensagens pelas redes sociais: antes de compartilhar, é importante conferir a origem do material e verificar se as imagens realmente correspondem ao acontecimento divulgado.

Da redação JABOATÃO AQUI NOTÍCIAS

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