Nicolás Maduro é o atual presidente da Venezuela e uma das figuras mais controversas da política latino-americana. Ex-motorista de ônibus e chanceler, assumiu o poder em 2013. Sua gestão enfrenta hiperinflação, colapso econômico e êxodo populacional. Alvo de denúncias de autoritarismo e violações de direitos humanos, teve reeleições contestadas e sofre sanções internacionais, embora mantenha apoio de aliados como Rússia e China.

➡️Nicolás Maduro é o atual presidente da Venezuela e uma das figuras mais controversas da política latino-americana. Ele está no poder desde 2013, quando assumiu a Presidência após a morte de Hugo Chávez, de quem era aliado próximo e sucessor político. Seu governo é marcado por crises internas, denúncias de autoritarismo e forte isolamento internacional.
TRAJETÓRIA POLÍTICA
Nascido em 23 de novembro de 1962, em Caracas, Maduro iniciou sua vida profissional como motorista de ônibus e dirigente sindical. Manteve militância ativa na esquerda e participou da fundação do Movimiento Quinta República (MVR), partido que lançou Hugo Chávez à Presidência em 1998. A vitória de Chávez marcou o início da ascensão política de Maduro.
Em 1998, foi eleito para a Câmara dos Deputados e, no ano seguinte, integrou a Assembleia Nacional Constituinte, responsável pela elaboração da nova Constituição venezuelana. Com a promulgação do novo texto constitucional, Maduro seguiu avançando politicamente.
ASCENSÃO NO LEGISLATIVO E NO EXECUTIVO
Em 2000, foi eleito deputado da Assembleia Nacional pelo MVR e, em 2005, reeleito, tornando-se presidente da Casa Legislativa. Em 2006, deixou o cargo ao ser nomeado por Hugo Chávez como ministro das Relações Exteriores, função que exerceu até 2013. No ano seguinte, aderiu ao Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), fundado por Chávez.
Em outubro de 2012, após vencer mais uma eleição presidencial, Chávez escolheu Maduro como vice-presidente. Naquele momento, o presidente já enfrentava tratamento contra um câncer, o que levou Maduro a assumir a Presidência interina em períodos de afastamento do líder venezuelano.
CHEGADA À PRESIDÊNCIA
Com a morte de Hugo Chávez, em março de 2013, a Venezuela convocou novas eleições presidenciais. No pleito realizado em abril, Nicolás Maduro derrotou o opositor Henrique Capriles por uma margem mínima: 50,61% dos votos contra 49,12%. A vitória apertada já sinalizava um país profundamente dividido.
Maduro voltou a ser reeleito em eleições posteriores, especialmente a de 2018, amplamente contestada pela oposição e não reconhecida por diversos países, entre eles Estados Unidos, membros da União Europeia e governos da América Latina.
CRISE ECONÔMICA E SOCIAL
O governo Maduro é associado à pior crise econômica e social da história recente da Venezuela. O país enfrenta hiperinflação, colapso da produção de petróleo, escassez de alimentos e medicamentos e uma grave crise humanitária, que levou milhões de venezuelanos a deixarem o território nacional nos últimos anos.
Críticos afirmam que Maduro arrastou a Venezuela para um cenário de caos político, social e econômico, enquanto seus aliados atribuem a crise às sanções internacionais e à atuação do que chamam de “imperialismo norte-americano”.
ACUSAÇÕES DE AUTORITARISMO E DIREITOS HUMANOS
Maduro é acusado de governar de forma autoritária e de reprimir opositores e manifestações populares. Em 2016, um episódio emblemático marcou seu governo: a Suprema Corte retirou os poderes da Assembleia Nacional, então controlada pela oposição, esvaziando o papel do Legislativo — decisão vista como um duro golpe contra a separação dos Poderes.
A Anistia Internacional já acusou o governo Maduro de promover algumas das maiores violações de direitos humanos da história recente da Venezuela. O presidente e seus aliados rejeitam as acusações.
ATENTADO E INSTABILIDADE POLÍTICA
Em 2018, Maduro foi alvo de um atentado durante uma cerimônia em comemoração ao aniversário da Guarda Nacional Bolivariana. Um drone carregado com explosivos detonou próximo ao local do discurso. O presidente não ficou ferido, e 31 pessoas foram presas por envolvimento no ataque.
No ano seguinte, em janeiro de 2019, o então presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, declarou-se presidente interino da Venezuela, alegando a ilegitimidade das eleições de 2018. Guaidó foi reconhecido por países como Brasil e Estados Unidos, mas Maduro recusou-se a deixar o poder. O governo interino acabou sendo encerrado pela oposição em 2022.
CENÁRIO INTERNACIONAL
No plano externo, Nicolás Maduro mantém apoio de países como Rússia, China, Irã e Cuba, enquanto enfrenta relações tensas com governos ocidentais. Sanções impostas principalmente pelos Estados Unidos seguem isolando economicamente o país.
Da redação JABOATÃO AQUI NOTÍCIAS
