Domingo, Março 1, 2026

QUEM DEVE SUCEDER ALI KHAMENEI NA LIDERANÇA DO IRÃ?

➡️A República Islâmica do Irã vive o momento mais sensível desde a Revolução de 1979. A morte do líder supremo Ali Khamenei foi confirmada oficialmente no último dia 28 de fevereiro de 2026, após ataques aéreos atribuídos a Israel e aos Estados Unidos contra alvos estratégicos na capital Teerã.

A confirmação foi divulgada por veículos estatais iranianos, depois de declarações públicas feitas por autoridades americanas e israelenses. A morte do aiatolá encerra um ciclo de mais de três décadas à frente do cargo mais poderoso do país e abre um vácuo político em meio a uma escalada militar no Oriente Médio.

CONSELHO PROVISÓRIO ASSUME O CONTROLE
Com base no Artigo 111 da Constituição iraniana, foi instaurado um Conselho de Liderança Provisória para assegurar a continuidade administrativa do Estado até a escolha do novo líder supremo.

O colegiado é liderado pelo presidente Masoud Pezeshkian e conta com a participação do chefe do Judiciário, Gholam-Hossein Mohseni-Ejei, além de representantes do Conselho dos Guardiães.

O grupo exerce poderes limitados e temporários. A escolha definitiva caberá à Assembleia dos Especialistas — órgão composto por 88 clérigos seniores — responsável por eleger o terceiro Líder Supremo da história da República Islâmica, sucedendo Ruhollah Khomeini e Khamenei.

DISPUTA INTERNA SE INTENSIFICA
A sucessão, antes tratada com discrição nos círculos religiosos de Qom, transformou-se em uma disputa aberta entre diferentes correntes do regime.

Diversos nomes são apontados como possíveis candidatos:

Mojtaba Khamenei (56 anos): segundo filho de Khamenei, é conhecido por sua influência nos bastidores e por laços estreitos com a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e com a força paramilitar Basij. Apesar disso, enfrenta resistência dentro do clero xiita, já que uma sucessão de pai para filho é malvista e ele não ocupa cargo oficial nem possui alta patente clerical.

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Alireza Arafi (67 anos): clérigo de perfil mais técnico e religioso, é vice-presidente da Assembleia dos Especialistas e já integrou o Conselho dos Guardiães. Chefia o sistema de seminários do Irã. É visto como figura institucional, mas com influência política limitada.

Mohammad Mehdi Mirbagheri (cerca de 60 anos): representante da ala mais conservadora, integra a Assembleia dos Especialistas e dirige a Academia de Ciências Islâmicas em Qom. É conhecido por posições fortemente contrárias ao Ocidente.

Hassan Khomeini (cerca de 50 anos): neto do fundador da República Islâmica, carrega peso simbólico e legitimidade revolucionária. Atua como zelador do mausoléu de Khomeini e é considerado menos linha-dura que outros nomes, embora tenha pouca influência sobre o aparato de segurança.

Hashem Hosseini Bushehri (perto dos 70 anos): primeiro vice-presidente da Assembleia dos Especialistas, mantém perfil discreto e é visto como próximo de Khamenei, mas sem vínculos robustos com a estrutura militar.

O PESO DA GUARDA REVOLUCIONÁRIA
Analistas avaliam que o fator decisivo será o posicionamento da Islamic Revolutionary Guard Corps (IRGC), que ampliou o controle sobre instalações estratégicas e estruturas críticas de defesa após os ataques.

A corporação militar e econômica detém influência central no sistema iraniano. Especialistas consideram improvável a escolha de um líder que não assegure a manutenção de seu poder político, militar e financeiro.

Em meio à pressão externa e ao risco de novos confrontos, o próximo Líder Supremo precisará reunir autoridade religiosa e capacidade estratégica para conduzir o país diante de um cenário de possível conflito regional ampliado.

TENSÃO NAS RUAS
Em Teerã, o governo decretou luto oficial. Há relatos de protestos pontuais e manifestações isoladas, refletindo a divisão interna entre temor de guerra e expectativa de mudanças estruturais no regime.

Da redação JABOATÃO AQUI NOTÍCIAS
Foto: KHAMENEI.IR/AFP PHOTO

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