Sexta-feira, Maio 15, 2026

PF REALIZA OPERAÇÃO CONTRA CLÁUDIO CASTRO E EMPRESÁRIOS LIGADOS AO GRUPO REFIT; STF BLOQUEIA R$ 52 BILHÕES

➡️A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (15), uma operação de grande porte que tem como alvos o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e o empresário Ricardo Magro, apontado como ligado ao grupo Refit. A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Agentes federais cumpriram mandados de busca e apreensão na residência de Cláudio Castro, situada em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A operação também alcançou endereços em outros estados do país.

Ao todo, a Justiça autorizou o cumprimento de 17 mandados de busca e apreensão, além de sete medidas de afastamento de funções públicas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.

Além do ex-governador e de Ricardo Magro, também foram alvos da investigação:

Guaracy Viana;

Renan Saad;

Juliano Pasqual.

Segundo a Polícia Federal, a operação faz parte das investigações relacionadas ao chamado “caso Refit”, apontado pelas autoridades como um dos maiores esquemas de sonegação fiscal já descobertos no Brasil.

As apurações envolvem a antiga Refinaria de Manguinhos, atualmente ligada ao grupo Refit, que teria obtido, em 2023, incentivos fiscais concedidos durante a gestão de Cláudio Castro para ampliar sua atuação no mercado de óleo diesel.

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O ministro Alexandre de Moraes também determinou o bloqueio de R$ 52 bilhões em ativos financeiros do grupo Refit, além da suspensão das atividades econômicas da empresa.

Outra medida determinada pelo STF foi a inclusão do nome de Ricardo Magro na Difusão Vermelha da Interpol. Com isso, o empresário passa a ser procurado internacionalmente em 196 países integrantes da rede de cooperação policial.

Após o envio formal do pedido da Polícia Federal à Interpol, a solicitação ainda deverá passar por análise. Caso a inclusão seja confirmada, Ricardo Magro poderá ser preso em qualquer país participante da organização internacional.

A decisão de Moraes foi tomada no âmbito da ADPF das Favelas, ação apresentada ao STF em 2019 pelo Partido Socialista Brasileiro. O processo discute medidas para reduzir a letalidade policial durante operações em comunidades do Rio de Janeiro.

Da redação JABOATÃO AQUI NOTÍCIAS

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