O armamento foi localizado durante uma operação conjunta das forças de segurança e encaminhado para perícia. O caso começou em 17 de outubro, quando um soldado de 20 anos desapareceu do quartel levando o equipamento. Ele se entregou cinco dias depois e permanece preso. A namorada dele também é investigada por suspeita de envolvimento no caso. As autoridades apuram as circunstâncias do desaparecimento e o possível destino da arma.

➡️O fuzil do Exército Brasileiro que desapareceu de um quartel no Recife foi encontrado na noite desta terça-feira (27), no bairro do Pina, na Zona Sul da capital pernambucana. A arma estava dentro de uma mochila e apresentava a numeração raspada. As 20 munições que também haviam desaparecido do depósito militar foram localizadas junto com o armamento.
O material foi encontrado durante uma operação conjunta das forças de segurança e encaminhado à 7ª Delegacia de Homicídios, em Paulista, na Região Metropolitana do Recife, onde passará por perícia. O caso é investigado para esclarecer como o armamento saiu da unidade militar e por onde passou durante o período em que permaneceu desaparecido.
O fuzil é do modelo M964 FAL, de calibre 7,62 mm, e pertencia ao 7º Depósito de Suprimento do Exército, localizado no bairro do Cabanga, na área central do Recife.
COMO O FUZIL DESAPARECEU
O caso começou no dia 17 de outubro, quando o soldado Pedro Gabriel Bezerra do Nascimento, de 20 anos, estava de serviço como sentinela no quartel e desapareceu levando o fuzil e as 20 munições.
O militar permaneceu foragido por cinco dias e se entregou às autoridades na quarta-feira (21). Atualmente, ele está preso no 4º Batalhão de Polícia do Exército, localizado no bairro do Curado, na Zona Oeste do Recife.
Durante um interrogatório realizado na sexta-feira (23), no próprio quartel onde servia, o soldado optou por permanecer em silêncio. Segundo o advogado dele, Jario Santos, o militar pretende apresentar sua versão dos fatos durante o processo judicial.
Antes de se entregar, Pedro Gabriel afirmou que não se lembrava de como havia deixado a unidade militar naquela noite.
NAMORADA DO SOLDADO TAMBÉM É INVESTIGADA
A namorada do militar, Yasmim Victória de Amorim Lago, de 18 anos, também é investigada por suspeita de ter ajudado na fuga dele com o armamento. Ela está grávida de dois meses do soldado.
Yasmim chegou a passar quatro dias presa na Colônia Penal Feminina do Bom Pastor, na Zona Oeste do Recife. Posteriormente, a Justiça Militar concedeu prisão domiciliar, considerando os riscos à gestação relatados durante a audiência de custódia, quando ela informou estar sentindo dores e apresentando sangramento.
A decisão estabeleceu medidas cautelares. Entre elas, a proibição de manter contato, direto ou indireto, com Pedro Gabriel, testemunhas e outros investigados. Ela também deve permanecer nos endereços informados à Justiça, podendo sair para atendimentos médicos, e não pode mudar de residência sem autorização judicial.
OPERAÇÃO MOBILIZOU FORÇAS DE SEGURANÇA
Na terça-feira (27), vídeos de veículos do Exército circulando por Olinda e Paulista começaram a circular nas redes sociais. A assessoria de comunicação do Exército confirmou que a movimentação fazia parte de uma operação de busca e apreensão relacionada ao desaparecimento do fuzil.
De acordo com a Polícia Militar de Pernambuco, a ação integrada contou com equipes do Batalhão de Radiopatrulha (BPRP), do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), da Polícia Federal e da Polícia Civil de Pernambuco.
As buscas foram intensificadas no dia 23 de outubro, após as autoridades receberem informações sobre o desaparecimento do armamento.
INVESTIGAÇÃO CONTINUA
Mesmo com a localização do fuzil e das munições, as investigações continuam. As autoridades buscam esclarecer todos os detalhes do caso, incluindo o possível destino que o armamento teria durante o período em que ficou desaparecido.
Uma das linhas de investigação apura a possibilidade de o fuzil ter sido repassado ao tráfico de drogas. Essa hipótese, no entanto, ainda depende da apuração policial.
O caso segue sob investigação para identificar eventuais envolvidos e esclarecer as circunstâncias do desaparecimento do material militar.
Da redação JABOATÃO AQUI NOTÍCIAS

