Com apoio de Jair Bolsonaro, ele assumiu a articulação do Partido Liberal nos estados, definiu nomes no Rio e em Santa Catarina e busca lançar até 11 candidatos a governador. A prioridade é ampliar a bancada no Senado e fortalecer palanques, especialmente no Nordeste, onde Luiz Inácio Lula da Silva tem maior força eleitoral.

➡️O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), intensificou nos últimos dias uma ampla rodada de articulações políticas com foco na consolidação de sua candidatura ao Palácio do Planalto nas eleições deste ano. A estratégia central é estruturar e fortalecer palanques estaduais, considerados fundamentais para dar sustentação nacional ao projeto presidencial.
Aliados afirmam que o parlamentar trabalha para concluir o desenho das candidaturas do Partido Liberal (PL) nas disputas locais e pretende iniciar o mês de março participando de eventos para anunciar oficialmente pré-candidaturas nos estados.
Com aval direto do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Flávio assumiu a linha de frente na resolução de impasses internos da legenda em diferentes regiões do país. Entre terça-feira (24) e quarta-feira (25), o senador anunciou desfechos considerados estratégicos no Rio de Janeiro e em Santa Catarina.
DEFINIÇÕES NO RIO E EM SANTA CATARINA
No Rio de Janeiro, Flávio venceu uma disputa interna com o governador Cláudio Castro (PL) e conseguiu emplacar o secretário estadual das Cidades, Douglas Ruas (PL), como candidato ao Palácio Guanabara. Coube também ao senador comunicar que o líder do PL no Senado, Carlos Portinho, não teria espaço na sigla para disputar a reeleição.
Já em Santa Catarina, sob orientação do pai, Flávio anunciou uma chapa “puro-sangue” do PL ao Senado, composta pela deputada federal Caroline De Toni e pelo vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro, seu irmão. A decisão contrariou planos do presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, e evidenciou a influência crescente de Flávio nas definições eleitorais.
RETORNO AO BRASIL E VISITA AO PAI
A intensificação das agendas ocorre após viagens internacionais realizadas pelo senador. Durante o Carnaval, Flávio esteve nos Estados Unidos para discursar na organização conservadora PragerU. Em janeiro, ele também cumpriu compromissos no Oriente Médio e na Europa.
Na quarta-feira(25), o parlamentar visitou o pai na Papudinha, onde Jair Bolsonaro cumpre pena por tentativa de golpe de Estado. No mesmo dia, reuniu deputados e senadores do PL para cobrar “união” em torno de sua candidatura. Parlamentares classificaram o encontro como uma agenda de alinhamento interno.
Durante a reunião, Flávio apresentou um panorama das chapas já definidas nos estados e sinalizou que aprofundará decisões nas próximas semanas. Segundo relatos obtidos pelo portal Metrópoles, o senador reconheceu que algumas alianças podem gerar insatisfação, mas pediu colaboração, defendendo que o projeto nacional deve prevalecer sobre interesses individuais.
ANOTAÇÕES REVELAM ESTRATÉGIA NOS ESTADOS
Um documento intitulado “situação nos estados”, obtido pelo Metrópoles, reúne anotações manuscritas feitas por Flávio durante reuniões com a cúpula do partido. O senador confirmou a autoria, mas afirmou que parte dos registros corresponde a sugestões de terceiros.
São Paulo e Acre
Nas anotações referentes a São Paulo, consta a orientação “Ligar para Tarcísio”, em referência ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Há questionamentos sobre o vice-governador Felício Ramuth (PSD), além da possibilidade de André do Prado como eventual vice.
Para o Senado em São Paulo, aparecem nomes como Mário Frias, Eduardo Bolsonaro, Marco Feliciano, além do secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite, citado como destaque.
No Acre, são mencionados Tião Bocalom para o governo e Márcio Bittar para o Senado.
Rio Grande do Sul
Para o Rio Grande do Sul, as anotações indicam Luciano Zucco ao governo e os deputados Marcel van Hattem e Sanderson ao Senado. Há ainda a observação: “Ligar p/ Onyx e comunicar. Oferecer vice p/ PP (Covatti aceita)”, em referência a Onyx Lorenzoni.
Minas Gerais
Em Minas Gerais, há crítica ao vice-governador Mateus Simões, com a anotação de que ele “puxa [Flávio] para baixo”. O documento menciona ainda conversa com o deputado Nikolas Ferreira e cita Flávio Roscoe como possível nome ao governo.
Distrito Federal
No Distrito Federal, aparece apoio à vice-governadora Celina Leão (PP) ao governo. Para o Senado, os nomes indicados são Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, o que pode gerar tensão com o governador Ibaneis Rocha.
ESTRATÉGIA NACIONAL E FOCO NO SENADO
A estratégia do PL prevê lançar até 11 candidatos a governador e priorizar a ampliação da bancada no Senado, considerado por Jair Bolsonaro como peça-chave para 2026. O objetivo é eleger senadores em todos os estados, consolidando maioria na Casa.
O Nordeste é tratado como região prioritária. A avaliação interna é que a candidatura de Flávio precisa ganhar musculatura onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra melhor desempenho eleitoral.
BOMBEIRO DE CRISES INTERNAS
Além de centralizar decisões, Flávio também atua para reduzir tensões dentro do grupo bolsonarista. Um dos episódios envolveu sua madrasta, Michelle Bolsonaro. O deputado Eduardo Bolsonaro chegou a cobrar publicamente que Michelle e Nikolas Ferreira declarassem apoio à pré-candidatura do senador. Em reunião recente, Flávio fez questão de afastar qualquer sinal de ruptura e reforçar a unidade do grupo.
RESUMO DA PRÉ-CANDIDATURA
Lançado por Jair Bolsonaro como pré-candidato à Presidência ainda em 2025;
Delegado pelo pai para coordenar a montagem dos palanques bolsonaristas em 2026;
Planeja lançar até 11 candidatos a governador;
Trabalha para ampliar a bancada do PL no Senado;
Busca alianças com partidos de Centro para fortalecer chapas estaduais.
Com a intensificação das agendas e a definição de candidaturas estratégicas, Flávio Bolsonaro avança na consolidação de seu projeto presidencial, apostando na estruturação estadual como principal alicerce para a disputa nacional.
Da redação JABOATÃO AQUI NOTÍCIAS
