Pastor Cleiton Collins defende a criação de um teto para cachês pagos com dinheiro público em festas como São João, Carnaval e Réveillon. Ele citou shows que teriam custado cerca de R$ 1 milhão e propõe limite de 300 salários mínimos (R$ 453 mil). O deputado busca apoio da Amupe para audiência pública e afirma que órgãos como TCE e MPPE já intensificam a fiscalização.

➡️O deputado estadual Pastor Cleiton Collins (PP) voltou a provocar debate na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) ao criticar os altos valores pagos por prefeituras na contratação de artistas para shows e eventos culturais no estado. Durante pronunciamento em sessão plenária, o parlamentar afirmou que está articulando uma proposta para criar um marco regulatório estadual que limite os cachês pagos com dinheiro público.
A medida, segundo Collins, busca conter gastos considerados excessivos durante festas populares como São João, Carnaval, Réveillon e eventos fora de época realizados em cidades do interior.
CACHÊS ACIMA DE R$ 1 MILHÃO ENTRAM NA MIRA
O deputado citou informações do Painel de Transparência dos Festejos Juninos nos Municípios, destacando que em 2025 alguns artistas teriam recebido valores próximos de R$ 1 milhão por apresentações custeadas pelos cofres municipais. Entre os nomes mencionados, Collins citou Luan Santana e Gusttavo Lima.
Para ele, o volume de recursos investidos em atrações nacionais pode comprometer áreas essenciais como saúde e infraestrutura.
PROPOSTA PREVÊ TETO DE 300 SALÁRIOS MÍNIMOS
A proposta defendida pelo parlamentar prevê que nenhum artista contratado com recursos públicos possa receber mais que 300 salários mínimos por apresentação, o que representa cerca de R$ 453 mil, considerando os valores atuais de 2026.
Segundo Collins, a intenção não é impedir festas culturais, mas sim estabelecer critérios para evitar desperdícios e assegurar equilíbrio fiscal nos municípios.
AUDIÊNCIA PÚBLICA DEVE SER REALIZADA COM APOIO DA AMUPE
O deputado informou ainda que já está em diálogo com a Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) para organizar uma audiência pública com prefeitos, representantes do setor cultural e órgãos de controle.
O objetivo é discutir a criação de regras mais claras e viáveis do ponto de vista jurídico e administrativo, orientando os municípios sobre limites e critérios de contratação de atrações para eventos financiados com dinheiro público.
DEBATE CRESCE COM FISCALIZAÇÃO DE ÓRGÃOS DE CONTROLE
O tema vem ganhando força em Pernambuco diante da atuação mais rigorosa do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), que têm acompanhado contratos de shows e, em alguns casos, recomendado ou determinado suspensões por suspeitas de irregularidades, superfaturamento ou desequilíbrio financeiro.
Nos últimos anos, diversos municípios tiveram apresentações canceladas após questionamentos sobre os valores envolvidos.
PROJETO PODE MUDAR FORMATO DAS FESTAS NO INTERIOR
Caso a proposta avance e seja aprovada, a tendência é que o teto impacte diretamente o modelo atual de contratação de atrações nacionais, principalmente nas festas tradicionais do interior do estado. Com isso, artistas locais e regionais podem ganhar mais espaço nas programações, já que possuem cachês menores e maior acessibilidade financeira para as prefeituras.
A expectativa é de que o assunto gere repercussão entre gestores públicos, produtores culturais e artistas, já que Pernambuco é um dos estados que mais realiza eventos populares com forte investimento público.
DEPUTADO TAMBÉM DESTACOU EVENTO EVANGÉLICO NA ARENA PERNAMBUCO
Durante o mesmo pronunciamento, Pastor Cleiton Collins também parabenizou a realização do The Send Brasil, considerado um dos maiores eventos evangélicos do mundo, realizado no último sábado (31), na Arena Pernambuco.
O encontro reuniu milhares de pessoas e teve cerca de 12 horas de programação, incluindo momentos de louvor, oração, ações missionárias, além de acolhimento e homenagem a mães atípicas.
Por enquanto, a proposta segue em fase de articulação política e deve ser discutida nos próximos meses na Alepe, com possibilidade de avanço após a audiência pública prevista com a Amupe.
Da redação JABOATÃO AQUI NOTÍCIAS
