
➡️Com a proximidade das Eleições 2026, uma das dúvidas que costumam aparecer é como a Justiça Eleitoral verifica se os votos digitados na urna eletrônica são realmente registrados e contabilizados corretamente.
Para isso existe o Teste de Integridade, uma auditoria pública realizada pela Justiça Eleitoral com a participação e fiscalização de partidos políticos, Ministério Público, OAB, Polícia Federal, auditorias externas e entidades da sociedade civil.
O procedimento é realizado desde 2002 e consiste, basicamente, em comparar votos registrados em cédulas de papel com o resultado apresentado pela urna eletrônica. A ideia é conferir se a quantidade e os votos digitados no equipamento correspondem exatamente ao resultado apresentado ao final do teste.
COMO O TESTE FUNCIONA?
O procedimento começa ainda na véspera da eleição. Em uma cerimônia pública, são escolhidas as urnas que participarão da auditoria. Parte delas é selecionada conforme os critérios previstos pela Justiça Eleitoral e o restante é definido por sorteio.
As urnas escolhidas já estão preparadas e lacradas para serem utilizadas normalmente nas seções eleitorais. Depois da seleção, elas são retiradas das seções e levadas, sob escolta, para os locais onde será realizada a auditoria.
Enquanto isso, representantes de partidos, federações e coligações e outras pessoas envolvidas no procedimento preenchem cédulas de papel com votos simulados em candidatos reais. As cédulas são colocadas em urnas de lona lacradas e ficam guardadas até o início do teste.
NO DIA DA ELEIÇÃO, A URNA É TESTADA
No dia da votação, entre 8h e 17h, começa a simulação.
As cédulas de papel são retiradas uma por uma. O voto é lido em voz alta diante das câmeras e depois digitado na urna eletrônica que está sendo auditada.
Todo o procedimento é gravado em áudio e vídeo e acompanhado por auditores.
Às 17h, quando termina a votação simulada, a urna emite o Boletim de Urna (BU). É nesse momento que acontece a comparação principal: os votos registrados nas cédulas de papel são conferidos com o resultado apresentado pela urna eletrônica.
Se os números forem iguais, significa que a urna registrou e contabilizou corretamente os votos inseridos durante o teste.
OS VOTOS DO TESTE NÃO VALEM PARA A ELEIÇÃO
Um ponto importante é que os votos utilizados no Teste de Integridade são apenas simulados.
Eles não entram na apuração oficial das Eleições 2026.
Além disso, quando uma urna de uma seção oficial é escolhida para participar da auditoria, ela é substituída imediatamente por um equipamento de contingência. Dessa forma, os eleitores daquela seção podem votar normalmente.
TESTE COM BIOMETRIA
Além do modelo tradicional, existe também o Teste de Integridade com Biometria.
Essa modalidade utiliza a biometria de eleitoras e eleitores voluntários que são convidados a participar depois de realizarem seu voto oficial.
De acordo com as regras de 2026, o Teste de Integridade com Biometria utiliza entre 5% e 10% do total de urnas destinadas ao Teste de Integridade tradicional. A realização depende da viabilidade técnica, logística, orçamentária e financeira da Justiça Eleitoral.
QUEM PODE ACOMPANHAR?
O Teste de Integridade é realizado de forma pública e acompanhado por entidades fiscalizadoras.
Os locais onde ocorre a auditoria podem ser acompanhados pelo público, embora o acesso à área onde ficam os equipamentos seja controlado e restrito às pessoas autorizadas e credenciadas.
Os procedimentos também são registrados em documentos e gravações, permitindo a fiscalização e a posterior auditoria dos trabalhos.
HÁ REGISTRO DE DIVERGÊNCIA?
Segundo o TSE, os testes realizados desde 2002 não registraram resultado diferente dos votos que foram inseridos durante as simulações.
O secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, afirma que os procedimentos são realizados em todos os estados nos turnos das eleições e que, ao longo de mais de duas décadas, não houve divergência entre os votos inseridos e os resultados apresentados pelas urnas submetidas ao teste.
RELATÓRIOS SÃO PUBLICADOS
Depois das eleições, são produzidos relatórios individuais de auditoria pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e um relatório consolidado.
Segundo o TSE, esses documentos são publicados no site da Justiça Eleitoral em até 30 dias após a realização do segundo turno.
POR QUE ESSE TESTE É IMPORTANTE?
Na prática, o Teste de Integridade funciona como uma conferência entre o voto que foi colocado no teste e o resultado apresentado pela urna.
É uma das etapas utilizadas pela Justiça Eleitoral para verificar o funcionamento das urnas eletrônicas em condições normais de uso e conferir se a contabilização corresponde aos votos digitados no equipamento.
O procedimento está previsto nas normas do TSE e foi atualizado para as Eleições 2026 pela Resolução nº 23.758, de 2 de março de 2026.
Em resumo: votos conhecidos são colocados em cédulas de papel, esses votos são digitados em uma urna eletrônica sob fiscalização e, no final, o resultado da máquina é comparado com o conteúdo das cédulas. É essa conferência que permite verificar, de forma prática e auditável, se a urna contabilizou corretamente os votos inseridos no teste.
Da redação JABOATÃO AQUI NOTÍCIAS
