Segunda-feira, Fevereiro 23, 2026

ANSIEDADE OU DEPRESSÃO? SAIBA COMO IDENTIFICAR OS SINAIS

➡️Embora frequentemente confundidas, ansiedade e depressão são transtornos distintos, com mecanismos biológicos e psicológicos próprios. Entender essas diferenças é considerado por especialistas o primeiro passo para um diagnóstico correto e um tratamento eficaz.

De acordo com dados clínicos, é comum que as duas condições apareçam associadas — estima-se que cerca de 60% das pessoas com depressão também apresentem sintomas de ansiedade. Apesar dessa sobreposição, profissionais de saúde mental alertam que tratá-las como se fossem a mesma condição pode atrasar a recuperação e comprometer a abordagem terapêutica.

Enquanto a ansiedade é descrita como um mecanismo de sobrevivência que permanece “ligado no volume máximo”, a depressão costuma atuar como um “desligamento” gradual do sistema emocional.

DIFERENÇAS CENTRAIS ENTRE OS TRANSTORNOS
1. A LINHA DO TEMPO DA MENTE
A ansiedade está relacionada ao futuro. O indivíduo vive em constante antecipação, projetando cenários negativos e lidando com incertezas. Já na depressão, o foco costuma estar no passado, com pensamentos recorrentes sobre perdas, arrependimentos e frustrações.

2. ESTADO DE ALERTA VERSUS ESGOTAMENTO
No quadro ansioso, há hiperativação do organismo: taquicardia, sudorese, tremores e tensão muscular são comuns. Na depressão, ocorre o oposto — uma hipoativação. Movimentos tornam-se lentos, a fala perde intensidade e a sensação predominante é de cansaço persistente.

3. MEDO VERSUS DESESPERANÇA
O principal motor da ansiedade é o medo de que algo ruim aconteça. Na depressão, o que predomina é a desesperança: a percepção de que nada irá melhorar, independentemente das circunstâncias.

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4. ANEDONIA COMO MARCADOR CLÍNICO
Um sintoma clássico da depressão é a anedonia — a incapacidade de sentir prazer em atividades antes consideradas agradáveis, como hobbies ou encontros sociais. No caso da ansiedade, a pessoa pode evitar determinadas atividades por medo, mas geralmente mantém o interesse por elas.

5. ALTERAÇÕES NO SONO, APETITE E PENSAMENTO
Os padrões fisiológicos e cognitivos também diferem:

SONO: na ansiedade, é comum dificuldade para iniciar o sono devido à mente acelerada. Na depressão, pode haver insônia com despertares precoces ou sono excessivo.

APETITE: o ansioso pode apresentar oscilações rápidas ou sensação de “nó na garganta”. Já na depressão, são frequentes perda significativa de peso ou episódios de compulsão alimentar associados à apatia.

PENSAMENTO: na ansiedade, o pensamento tende a ser acelerado, repetitivo e invasivo. Na depressão, torna-se lento, pessimista e autocrítico.

QUANDO PROCURAR AJUDA?
Especialistas ressaltam que a principal linha divisória entre o estresse cotidiano e um transtorno clínico é o prejuízo funcional. Quando o medo, a tristeza ou a falta de energia passam a comprometer atividades como trabalho, estudos e relacionamentos, é fundamental buscar avaliação profissional.

O diagnóstico realizado por psiquiatra ou psicólogo é determinante, já que as estratégias terapêuticas — tanto medicamentosas quanto psicoterápicas — variam conforme o quadro apresentado. A identificação correta aumenta as chances de recuperação e reduz o risco de agravamento dos sintomas.

A orientação é clara: saúde mental exige atenção e não deve ser negligenciada.

Da redação JABOATÃO AQUI NOTÍCIAS

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