O observatório espacial Neil Gehrels Swift, desativado após quase 22 anos de operações, não possui mecanismos para controlar sua descida. Segundo estimativas da NASA, a maior parte da estrutura deverá se desintegrar na atmosfera, mas alguns fragmentos podem chegar ao solo. O risco de ferimentos ou danos é considerado muito baixo, com probabilidade estimada de 1 em 2.100.

➡️Um equipamento científico de aproximadamente 1,5 tonelada está em trajetória de reentrada na atmosfera terrestre, e a possibilidade de queda chama a atenção de especialistas e autoridades. O observatório espacial Neil Gehrels Swift, da NASA, poderá retornar à Terra entre a noite desta terça-feira (3) e a quarta-feira (4).
O equipamento foi desativado após quase 22 anos de funcionamento no espaço e não possui sistemas de propulsão que permitam controlar sua descida. Por isso, ainda não é possível determinar exatamente onde os possíveis destroços poderão cair.
Segundo as projeções, grande parte do território brasileiro está dentro da faixa orbital pela qual o equipamento poderá passar durante a reentrada na atmosfera.
CAPITAIS BRASILEIRAS ESTÃO NA FAIXA DE PASSAGEM
Entre as capitais que estão dentro ou próximas da faixa de passagem estão Manaus, Recife, Salvador, Brasília e Belo Horizonte.
Apesar da possibilidade de passagem sobre essas regiões, isso não significa que o equipamento ou seus destroços vão atingir diretamente essas cidades. O local exato da reentrada ainda é incerto e deverá ser estimado com maior precisão apenas algumas horas antes do fenômeno.
MAIOR PARTE DEVE SE DESINTEGRAR NA ATMOSFERA
De acordo com as estimativas da NASA, a maior parte do observatório deverá se desintegrar devido ao intenso calor provocado pelo atrito com a atmosfera terrestre.
No entanto, alguns componentes mais resistentes poderão sobreviver à reentrada e chegar à superfície do planeta.
Mesmo com essa possibilidade, o risco de alguém ser atingido é considerado muito baixo. A estimativa apresentada é de uma chance em 2.100 de provocar ferimentos ou danos a pessoas.
MONITORAMENTO CONTINUA
Os órgãos responsáveis seguem acompanhando a trajetória do observatório espacial para atualizar as previsões sobre o momento e a região da reentrada.
Até que o equipamento retorne completamente à atmosfera, a principal dificuldade é justamente identificar onde eventuais fragmentos poderão atingir o solo.
Da redação JABOATÃO AQUI NOTÍCIAS

