Quarta-feira, Outubro 14, 2026

MORRE NETINHO, UM DOS MAIORES NOMES DO AXÉ MUSIC, AOS 60 ANOS

O artista enfrentava um linfoma não Hodgkin desde março de 2025 e chegou a compartilhar com os fãs momentos de sua luta contra a doença. Conhecido por sucessos como “Mila” e “Beijo na Boca”, ele marcou gerações e ajudou a popularizar o axé music no Brasil e no exterior. Sua trajetória também foi marcada por problemas de saúde e uma longa carreira na música baiana.

➡️O cantor Netinho, um dos artistas mais conhecidos da música baiana e um dos grandes representantes do axé music no Brasil, morreu na manhã desta terça-feira (13), aos 60 anos, em um hospital de Salvador, na Bahia. O artista enfrentava um câncer do sistema linfático, conhecido como linfoma não Hodgkin, diagnosticado em março de 2025.

Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre o velório e o sepultamento do cantor.

TRAJETÓRIA NA MÚSICA
Nascido em 12 de julho de 1966, em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, Ernesto de Souza Andrade Júnior ficou conhecido nacionalmente pelo nome artístico Netinho. Ainda criança, mudou-se com a família para Salvador, onde começou a desenvolver sua paixão pela música.

Aos 14 anos, ganhou o primeiro violão da mãe. Dois anos depois, ingressou no curso de Engenharia Civil da Universidade Católica do Salvador (UCSAL), mas continuou investindo na carreira musical, fazendo apresentações em escolas e bares.

A grande virada aconteceu em 1988, quando assumiu os vocais da Banda Beijo durante o Carnaval de Salvador. Com a música Beijo na Boca, conquistou o público e ganhou projeção nacional.

Em 1993, iniciou a carreira solo e se firmou entre os principais nomes do axé music. Um dos maiores sucessos de sua trajetória foi Mila, lançada em 1996 e que se tornou um dos hinos do gênero, atravessando gerações.

Outras músicas marcantes de seu repertório são Fim de Semana, Estrela Primeira, Barracos e A Vida é Festa. Com seu estilo animado e apresentações cheias de energia, Netinho levou a música baiana para diferentes regiões do Brasil e também para países como Itália e Chile.

ALÉM DOS PALCOS
Além de cantor, Netinho também atuou como empresário do setor musical. Ele inaugurou um estúdio de gravação no Rio de Janeiro que recebeu artistas consagrados, como Maria Bethânia, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Laura Pausini e Lenny Kravitz.

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O artista também criou um selo musical voltado à divulgação de novos talentos da Bahia, contribuindo para o fortalecimento da produção musical do estado.

LUTA CONTRA O CÂNCER
Em 22 de março de 2025, Netinho revelou que havia sido diagnosticado com linfoma não Hodgkin, após ser internado em um hospital de Salvador com fortes dores nas pernas.

Durante o tratamento, o cantor compartilhou momentos de sua rotina com os fãs nas redes sociais, mostrando etapas da luta contra a doença, incluindo o período em que passou pela quimioterapia e apareceu com os cabelos raspados.

Em maio de 2026, o artista informou que o câncer havia retornado de forma mais agressiva e que precisaria retomar o tratamento. Em setembro, sua última atualização pública mencionava que ele continuava internado e recebendo cuidados médicos.

PROBLEMAS DE SAÚDE E VIDA PESSOAL
Em 2013, Netinho sofreu três acidentes vasculares cerebrais (AVCs), que afetaram sua saúde e provocaram a perda temporária da voz. O período de recuperação o afastou do Carnaval de Salvador por quatro anos. Em 2017, o cantor voltou a se apresentar na festa.

Em 2010, ele falou publicamente sobre sua bissexualidade. Na vida pessoal, foi casado com a jornalista Mariana Trindade entre 1997 e 2003. Os dois tiveram uma filha, Bruna Trindade.

Netinho também ingressou na política. Em 2022, concorreu ao cargo de deputado federal por Pernambuco? Não — o artista disputou uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Partido Liberal (PL), mas não conseguiu se eleger.

LEGADO NA MÚSICA BRASILEIRA
Com mais de duas décadas de carreira solo e uma trajetória marcada por grandes sucessos, Netinho ajudou a popularizar o axé music dentro e fora do Brasil. Suas canções se tornaram presença frequente em carnavais, festas populares e celebrações de diferentes gerações.

O cantor deixa uma contribuição importante para a música baiana e para a cultura brasileira, sendo lembrado pelo carisma, pela energia nos palcos e por músicas que marcaram a história do axé.

Da redação JABOATÃO AQUI NOTÍCIAS

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