
➡️ O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas, nesta segunda-feira (20), ao embargo econômico imposto pelos Estados Unidos contra Cuba, classificando a medida como “uma vergonha global”. A declaração ocorreu durante coletiva de imprensa em Hannover, na Alemanha, ao lado do chanceler Friedrich Merz.
CRÍTICAS AO EMBARGO E DEFESA DA SOBERANIA
Durante a fala, Lula afirmou que o bloqueio norte-americano impede que Cuba tenha autonomia para decidir seu próprio futuro desde a Revolução Cubana. Segundo o presidente, trata-se de uma medida ideológica que prejudica o desenvolvimento do país caribenho.
“O mundo não pode aceitar que uma nação seja impedida de se desenvolver por conta de um bloqueio imposto por outra potência”, declarou. Lula também reforçou sua posição contrária a qualquer tipo de intervenção estrangeira, independentemente do país envolvido.
POSIÇÃO CONTRÁRIA À INTERVENÇÃO INTERNACIONAL
O presidente brasileiro destacou que é contra sanções e interferências externas em qualquer parte do mundo. Ele argumentou que a imposição da “lei do mais forte” já demonstrou, ao longo da história, não ser um caminho eficaz para a estabilidade global.
“Sou contra qualquer bloqueio, contra qualquer intervenção, seja em Cuba, na Alemanha, no Brasil ou em qualquer outro lugar”, afirmou.
DEFESA DE REFORMA NA ONU
Ainda durante a coletiva, Lula voltou a defender mudanças na estrutura do Conselho de Segurança da ONU. Para ele, o modelo atual concentra poder nas mãos de poucos países e não representa adequadamente a comunidade internacional.
“O Conselho de Segurança não pode ser um privilégio de cinco países que muitas vezes não priorizam a paz. É necessário ampliar a participação de outras nações”, declarou.
CONTEXTO INTERNACIONAL
O embargo dos Estados Unidos a Cuba está em vigor há mais de seis décadas e é alvo frequente de críticas de diversos países e organismos internacionais. A defesa de Lula reforça a posição histórica do Brasil em favor do fim das sanções e de uma maior representatividade nas decisões globais, especialmente dentro da Organização das Nações Unidas.
Da redação JABOATÃO AQUI NOTÍCIAS
REUTERS/Fabian Bimmer
