
➡️O BRB (Banco de Brasília) iniciou nesta semana uma ofensiva no mercado financeiro da Faria Lima, em São Paulo, para tentar vender uma carteira bilionária de ativos adquirida junto ao Banco Master. A movimentação é liderada pelo presidente da instituição, Nelson Antônio de Souza, e ocorre em meio a forte pressão sobre a governança e a credibilidade do banco estatal.
De acordo com informações apuradas, o objetivo da operação é reduzir riscos e aliviar o balanço do BRB, que tenta se distanciar das consequências do colapso do Banco Master.
PACOTE PODE CHEGAR A R$ 21,9 BILHÕES
A carteira colocada à venda reúne um volume estimado em R$ 21,9 bilhões, incluindo diferentes tipos de ativos financeiros.
Entre os itens ofertados estão:
carteiras de crédito consignado
financiamentos voltados a municípios
participações em fundos de investimento, incluindo ativos de maior complexidade
A articulação está sendo feita diretamente com grandes instituições do mercado. O presidente do BRB tem cumprido agendas com executivos de bancos privados como Itaú e Bradesco, além de gestoras especializadas em ativos de risco e recuperação judicial, conhecidas no setor como distressed assets.
CARTEIRA PODE CONTER ATIVOS PROBLEMÁTICOS
A pressa em negociar a venda ocorre após a intervenção do Banco Central no Banco Master, registrada no final de 2025. Desde então, o BRB vem tentando reduzir sua exposição ao caso.
Investigações ligadas à Operação Compliance Zero apontam que parte relevante dos ativos pode estar comprometida. Estimativas de bastidores indicam que até R$ 12 bilhões do montante podem envolver créditos com baixa garantia, suspeitas de inconsistências ou possíveis irregularidades contábeis.
No mercado, esses ativos são frequentemente classificados como “créditos podres”, por apresentarem alto risco de inadimplência ou ausência de lastro sólido.
MERCADO IMPÕE DESÁGIO E EXIGE GARANTIAS
Analistas afirmam que o BRB enfrenta um cenário desfavorável nas negociações, com o mercado ciente da urgência do banco em obter liquidez. Isso tem dado força aos potenciais compradores, que exigem descontos agressivos e garantias robustas para assumir o risco da carteira.
OPERAÇÃO É VISTA COMO TENTATIVA DE EVITAR CRISE MAIOR
Nos bastidores, a venda da carteira é tratada como uma tentativa de evitar um efeito dominó no patrimônio do banco público, caso os ativos continuem gerando prejuízos ou ampliem o desgaste institucional.
A movimentação do BRB na Faria Lima é acompanhada de perto por investidores e pelo setor financeiro, que avalia o impacto do caso sobre a estabilidade do banco e sua capacidade de manter resultados positivos em 2026.
Da redação JABOATÃO AQUI NOTÍCIAS
