Segundo o Ministério Público, o crime ocorreu durante uma festa no Forte dos Remédios, após uma discussão por ciúmes, quando o acusado teria atirado contra a vítima. Emmanuel teve a perna esquerda amputada e passou meses em tratamento no Recife. O réu responde em liberdade, afastado do cargo, e a Justiça decidirá se o caso irá a Júri Popular.

➡️Teve início nesta quinta-feira (29) a audiência de instrução e julgamento do delegado Luiz Alberto Braga de Queiroz, réu por tentativa de homicídio duplamente qualificado contra o vendedor ambulante Emmanuel Pedro Gonçalves Apory. O crime ocorreu em maio de 2025 e causou forte repercussão no arquipélago.
Segundo a denúncia do Ministério Público, o episódio aconteceu durante uma festa no Forte dos Remédios. Após uma discussão motivada por ciúmes, o delegado teria efetuado um disparo de arma de fogo contra a vítima. A acusação sustenta que o crime foi cometido por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa, além de imputar ao réu o crime de omissão de socorro.
A gravidade dos ferimentos sofridos por Emmanuel Apory resultou na amputação da perna esquerda. Após um longo período de tratamento médico e reabilitação no Recife, a vítima retornou a Fernando de Noronha em dezembro de 2025, onde passou a aguardar o andamento do processo judicial.
A audiência é conduzida pela juíza Fernanda Moura de Carvalho e contempla a oitiva de testemunhas de acusação e defesa, além do interrogatório do réu. Luiz Alberto Braga de Queiroz foi afastado das funções públicas e teve o porte de arma suspenso, mas responde ao processo em liberdade.
Ao final da fase de instrução, o Judiciário deverá decidir se existem provas suficientes para que o delegado seja levado a Júri Popular. A expectativa da família da vítima e de moradores da ilha é de que o caso tenha um desfecho considerado justo diante da gravidade e da desproporcionalidade da agressão.
Da redação JABOATÃO AQUI NOTÍCIAS
